Exclusivo: acusado de sacrificar a própria filha em ritual de magia negra é morto em presídio de São Domingos do Norte
Identificação e possível motivação do crime ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades
Foto: Reprodução Um detento identificado como Mateus Cardoso Barbosa foi assassinado dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo, na manhã desta sexta-feira (21).
Segundo informações preliminares atribuídas a fontes policiais, o corpo foi localizado por volta das 6h10, durante a contagem dos internos. Mateus estava coberto por uma manta, com as mãos amarradas por um lençol e apresentava um corte no pescoço.
A vítima também teria sido amordaçada e enforcada com um lençol antes de ser atingida no pescoço com um objeto semelhante a uma lâmina de barbear.
A dinâmica exata da morte, entretanto, ainda dependerá dos exames realizados pela Polícia Científica.
Bilhete foi encontrado próximo ao corpo
Perto do corpo de Mateus, teria sido deixado um bilhete com a frase:
“Morri porque matei minha filha, vacilei”.
A mensagem seria uma referência ao crime pelo qual o detento estava preso: a morte da própria filha, uma bebê de apenas três meses, ocorrida em julho de 2024, em Barra de São Francisco.
Dois presos teriam assumido participação
Dois detentos que estavam na unidade teriam assumido participação no homicídio. Um deles teria declarado que realizou o corte utilizando uma lâmina artesanal de aço, enquanto o outro teria ajudado a imobilizar e amarrar a vítima.
Conforme as informações divulgadas até o momento, os suspeitos alegaram que cometeram o crime depois que Mateus teria contado, dentro da cela, que matou a própria filha há aproximadamente dois anos.
Essa versão foi apresentada pelos próprios suspeitos como possível motivação e ainda precisará ser confirmada durante a investigação.
Também existem informações diferentes sobre o objeto utilizado no crime. Uma versão menciona uma lâmina artesanal de aço, enquanto outra aponta um objeto semelhante a uma lâmina de barbear. A confirmação dependerá do trabalho pericial.
Relembre o caso da bebê
Testemunha relatou ligações antes do crime
Durante as investigações, uma testemunha contou à Polícia Civil que recebeu uma ligação da mãe da bebê momentos antes do crime. Na conversa, a adolescente teria afirmado que pretendia sacrificar a própria filha.
Em uma segunda ligação, realizada posteriormente, a jovem teria informado que havia concretizado o ato.
Após analisar os depoimentos e os demais elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil concluiu que os pais asfixiaram a criança durante um ritual de magia, descrito pelos investigadores como uma “oferenda ao diabo”.
Mateus foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo torpe, mediante asfixia e contra uma vítima menor de 14 anos.
A mãe da bebê foi indiciada por ato infracional análogo aos mesmos crimes e encaminhada à Unidade Feminina de Internação (UFI). Após a conclusão, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo.
Caso será investigado
O local onde Mateus foi encontrado deverá passar por perícia, e o corpo será encaminhado para os exames necessários.
A Polícia Penal, responsável pela segurança das unidades prisionais, informou que não se manifestaria sobre o caso. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), a Polícia Civil e a Polícia Científica também foram procuradas.
O homicídio será investigado para esclarecer a dinâmica da morte, confirmar a motivação apresentada e determinar a participação de cada envolvido.
O Pontões News acompanha o caso e atualizará a matéria assim que novas informações oficiais forem divulgadas.



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