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São Domingos do Norte,24/02/2026

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    Isolado no interior: Pazolini tem apoio de apenas 2 prefeitos, enquanto Ferraço reúne maioria esmagadora no ES


    Isolado no interior: Pazolini tem apoio de apenas 2 prefeitos, enquanto Ferraço reúne maioria esmagadora no ES Foto/reprodução

    A corrida pelo Governo do Espírito Santo começa a ganhar forma nos bastidores  e o mapa político municipal já indica um desequilíbrio claro.


    Enquanto o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, conta até o momento com o apoio provável de apenas dois prefeitos capixabas, o vice-governador Ricardo Ferraço já reúne o respaldo de mais de 70 gestores municipais, consolidando uma base ampla em praticamente todas as regiões do Estado.


    Os dois apoios de Pazolini


    Até agora, demonstraram caminhar com o prefeito da capital:

    Arnaldinho Borgo (PSDB), prefeito de Vila Velha;

    Renzo Vasconcelos (PSD), prefeito de Colatina.


    Apesar de Vila Velha integrar a Região Metropolitana e Colatina ser um importante polo do noroeste capixaba, o número ainda é considerado reduzido diante do universo de 78 municípios do Espírito Santo.


    Grande Vitória majoritariamente com Ferraço


    Na própria Região Metropolitana, o cenário é desfavorável a Pazolini. Prefeitos estratégicos já sinalizam alinhamento com Ferraço:

    Weverson Meireles, da Serra;

    Wanderson Bueno, de Viana;

    O prefeito de Guarapari;

    O prefeito de Viana (já alinhado ao grupo governista).


    Com Serra — maior colégio eleitoral do Estado — alinhada ao vice-governador, o peso político se amplia ainda mais para o lado governista.


    O peso da máquina municipal


    A força dos prefeitos no Espírito Santo não é detalhe. Em 2022, o atual governador Renato Casagrande mostrou como a capilaridade municipal pode ser decisiva. Mesmo com Jair Bolsonaro vencendo a disputa presidencial no Estado, Casagrande garantiu reeleição com forte articulação dos gestores municipais. 


    O recado foi claro: no Espírito Santo, prefeito engajado faz diferença real nas urnas.


    Centro competitivo x incógnita da direita


    Ricardo Ferraço constrói uma candidatura com perfil de centro, diálogo institucional e proximidade com o setor produtivo. Além disso, conta com apoio significativo na Assembleia Legislativa e entre lideranças regionais.


    Já Pazolini enfrenta um cenário mais delicado. A possibilidade de o PL lançar candidatura própria — com o nome do senador Magno Malta sendo citado nos bastidores — pode fragmentar o eleitorado conservador e dificultar a consolidação de sua liderança na direita.


    Largada com vantagem clara


    Com mais de 70 prefeitos sinalizando apoio a Ricardo Ferraço e apenas dois declaradamente ao lado de Pazolini, o desenho político inicial aponta vantagem expressiva do vice-governador.


    Em um Estado onde a influência municipal já provou ser determinante, o isolamento de Pazolini no interior pode se tornar o principal obstáculo de sua pré-candidatura.


    Se a fotografia atual se mantiver, Ferraço não apenas larga na frente  larga com base consolidada.

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