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São Domingos do Norte,26/02/2026

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    Operação Dublê: MP denuncia policiais civis e empresário por fraude em seguros e clonagem de carros em Colatina

    MPES denuncia empresário de Colatina e três policiais civis na Operação Dublê por esquema de fraudes com veículos e seguradoras


    Operação Dublê: MP denuncia policiais civis e empresário por fraude em seguros e clonagem de carros em Colatina Foto/reprodução

    O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte) e da Promotoria de Justiça de Colatina, formalizou denúncia contra cinco investigados no âmbito da Operação Dublê. Entre os acusados estão um empresário do ramo de revenda de veículos de Colatina, três policiais civis lotados na Delegacia de Furtos e Roubos de Vitória e um intermediário do município de Teixeira de Freitas, na Bahia.


    Organização criminosa estruturada

    Segundo o MPES, a investigação desarticulou uma organização criminosa estruturada que transformava crimes em lucro. O grupo atuava na adulteração e remarcação de veículos, além da aplicação de golpes sofisticados contra seguradoras.

    De acordo com a denúncia, os envolvidos registravam falsas ocorrências de roubo e furto com o objetivo de receber indenizações indevidas de apólices de seguro. Paralelamente, veículos “clonados” ou adulterados eram reinseridos no mercado, enganando compradores e causando prejuízos à fé pública.


    Empresário de Colatina é apontado como peça-chave

    O empresário de Colatina, proprietário de uma loja de veículos na cidade, é apontado como peça central no esquema. Conforme apurado pelo Ministério Público, ele atuava em conluio direto com um policial civil.

    A investigação indica que ambos fabricavam boletins de ocorrência fraudulentos para simular crimes que nunca ocorreram, com a finalidade exclusiva de viabilizar o recebimento dos valores pagos pelas seguradoras.


    Uso da estrutura pública para viabilizar fraudes

    A atuação dos três policiais civis denunciados era considerada fundamental para o funcionamento do esquema. Segundo o MPES, eles utilizavam o acesso privilegiado aos sistemas da segurança pública e o cargo que ocupavam para conferir aparência de legalidade às ações criminosas.

    Entre as condutas apontadas estão a manipulação e supressão de registros oficiais, o que possibilitava a formalização das fraudes e dificultava a detecção do esquema pelas autoridades.


    “Braço técnico” atuava na Bahia

    O investigado de Teixeira de Freitas (BA) é descrito como o principal “braço técnico” da organização. Ele seria responsável pela montagem e remontagem ilícita de automóveis, utilizando documentos de veículos sinistrados para “legalizar” carros de origem criminosa.

    Essa prática permitia que automóveis adulterados fossem inseridos novamente no mercado com documentação aparentemente regular.


    Afastamento imediato dos policiais

    Diante da gravidade dos fatos, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Colatina acatou pedido do Ministério Público e determinou o afastamento imediato dos policiais civis de suas funções públicas.

    O sigilo dos autos também foi levantado, permitindo que a sociedade acompanhe os desdobramentos do caso. Para o Ministério Público, o esquema não apenas gerou prejuízos financeiros, mas também comprometeu a credibilidade das instituições públicas e impactou o comércio local.


    O caso segue em tramitação na Justiça.

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