Brasileiro paga mais imposto do que nunca: governo Lula registra maior arrecadação da história
R$ 325 bilhões em um mês: carga tributária atinge novo recorde sob Lula 3
Foto: Ricardo Stuckert O brasileiro começou 2026 pagando mais impostos. A arrecadação federal sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu R$ 325,8 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor representa um aumento real de 3,56% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o recolhimento somou R$ 314,54 bilhões, já corrigidos pela inflação.
De acordo com o órgão, trata-se do maior valor já registrado para o mês de janeiro desde o início da série histórica, em 1995. O resultado consolida o primeiro mês do ano como recorde absoluto tanto em termos nominais quanto reais ao longo de 32 anos de acompanhamento estatístico.
O desempenho ocorre em meio ao reforço das medidas de arrecadação adotadas pelo Executivo federal e à ampliação da carga tributária incidente sobre diferentes setores da economia.
No mesmo dia em que os números foram divulgados, foi destacada a decisão do governo de elevar o Imposto de Importação para 1.252 produtos ligados aos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia, incluindo computadores e smartphones. A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e passa a valer a partir de março.
Com a mudança, as alíquotas passam a variar entre 7,2% e 25%, com faixas intermediárias de 10%, 12,6%, 15% e 20%. O governo sustenta que a recomposição tarifária tem como objetivo proteger a indústria nacional e fortalecer a produção interna.
Entretanto, o anúncio ocorre justamente no momento em que o país registra arrecadação recorde. Para entidades do setor, o aumento pode refletir diretamente no bolso do consumidor e nos custos de produção.
A Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP) avalia que a elevação das tarifas pode pressionar preços e impactar cadeias produtivas. A entidade citou como exemplo o aumento da alíquota sobre smartphones, que passou de 16% para 20% em fevereiro de 2026.
Segundo a associação, parte significativa dos produtos atingidos corresponde a bens intermediários e componentes utilizados pela própria indústria nacional. Isso pode afetar cadeias produtivas integradas, elevar custos e interferir no planejamento industrial, especialmente em setores que dependem de insumos importados.
O cenário reacende o debate sobre carga tributária no Brasil, que já figura entre as mais elevadas entre países emergentes, e coloca em pauta os impactos das novas medidas sobre consumidores, empresários e a competitividade da indústria nacional.



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